terça-feira, 4 de agosto de 2009

Reino

No reino do inconsciente você impera soberana. Insiste em permanecer parte deste ser. Esquece-se que o universo segue, que à vida é necessária a adaptação e o abandono.
Por que não praticar o desapego, a indiferença, a mornidão?

O desejo infame não mais pode reinar neste corpo. O sentimento não mais deve ter espaço.
Tudo se adequa. Para tanto lança-se mão da vontade, do sofrimento impungido. Esta é a ignição.

O sonho permanece em algum lugar deste reino.

3 comentários:

Lara Neves disse...

Difícil querer apagar o q não quer partir...

Lucas Rigonato disse...

muito.

Fran Rodrigues disse...

Esse me parece um retrato. Pintura de si e de todos os que, caminhando, tentam diferenciar seu próprio corpo da bagagem, o que é essência e o que é fardo pesado que pode ficar no passado.
É caminhando mesmo que a gente descobre, acho.