"O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente."
segunda-feira, 30 de maio de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Let it Linger
But I'm in so deep
You know I'm such a fool for you
You got me wrapped around your finger
Totally surrendered
Completely yours
And it feels awkward
But that's the way I want it to be.
Then please,
Let it linger.
♥
You know I'm such a fool for you
You got me wrapped around your finger
Totally surrendered
Completely yours
And it feels awkward
But that's the way I want it to be.
Then please,
Let it linger.
♥
terça-feira, 24 de maio de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Desdiálogo
O tempo não deu.
Foi mesquinho
E escondeu
O que tão procurado foi
Por este que
Pela primeira vez
O coração entregou.
O diálogo sempre foi problemático
Códigos diferentes resultaram
Desentendimentos fatigantes,
Assassinos.
Matam-se sempre que falam
O que ambos desejaram,
Impedidos porém por uma
Persistente diacronia.
Mas o que poderiam fazer?
Andam sempre à mercê dos passos próprios.
Sem guias ou cartilhas para ensinar
O soletrar de vocábulo
Tão mal explicado
Tão desejado
Tão platonizado
Tão enganado
Tão desconhecido
Aprendem às penas do aprender.
Foi mesquinho
E escondeu
O que tão procurado foi
Por este que
Pela primeira vez
O coração entregou.
O diálogo sempre foi problemático
Códigos diferentes resultaram
Desentendimentos fatigantes,
Assassinos.
Matam-se sempre que falam
O que ambos desejaram,
Impedidos porém por uma
Persistente diacronia.
Mas o que poderiam fazer?
Andam sempre à mercê dos passos próprios.
Sem guias ou cartilhas para ensinar
O soletrar de vocábulo
Tão mal explicado
Tão desejado
Tão platonizado
Tão enganado
Tão desconhecido
Aprendem às penas do aprender.
domingo, 15 de maio de 2011
Avril
His feelings he hides
His dream he can't find
He's loosing his mind
He's falling behind
He can't find his place
He's loosing his faith
He's falling from grace
He's all over the place
He's lost inside.
...
Angústia
"Está claro que todo desarranjo é interior. Por fora devo ser um cidadão como os outros, um diminuto cidadão..."
G. Ramos, Angústia, 1936, p. 17.
domingo, 1 de maio de 2011
Recado
Eu sei, eu sei.
Me desculpe,
É que também
Não sei
O que acontece.
É tudo novo,
gostoso,
diferente
E perfeito.
Espero paciência,
maturidade,
amor
e felicidade
mútua.
Você muito bem sabe.
Eu Amo Você.
Me desculpe,
É que também
Não sei
O que acontece.
É tudo novo,
gostoso,
diferente
E perfeito.
Espero paciência,
maturidade,
amor
e felicidade
mútua.
Você muito bem sabe.
Eu Amo Você.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Lullaby
Send a wish upon a star
Do the work and you'll go far
Make a map and there you are
Send a hope upon a wave
A dying wish before the grave
For all these souls you failed to save
And you stood tall
Now you will fall
Don't break the spell
Of a life trying to do well
Send a question in the wind
It's hard to know where to begin
And give an answer to a friend
Place your past into a book
Put in everything you took
Burn the pages let them cook
Difícil Ofício
Pareço querer distanciar evidências
Mascarar algo tão latente
Tão ali.
Tão todos os dias.
Incansável desejo,
Incansável necessidade.
Existem os estepes
Que podem funcionar bem
Num prazo determinadíssimo.
Muito limitado.
Fica só a falta, a necessidade.
E como grita-la?
Para quem?
De que jeito?
Ofício maldito esse meu!
Pudera simplesmente deixar a máscara cair.
Pudera tão somente mostrar
Todas essas expressões.
Mas não posso,
Meu difícil ofício não o permite.
Pudera tão somente mostrar
Todas essas expressões.
Mas não posso,
Meu difícil ofício não o permite.
domingo, 24 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
Posso
Você não entende,
Daí quitamos,
Pois eu também não.
Faz que agora você vive,
E eu também,
Pois só posso o que posso.
Daí quitamos,
Pois eu também não.
Faz que agora você vive,
E eu também,
Pois só posso o que posso.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Teardrop
Love, love is a verb
Love is a doing word
Fearless in my breath
Gentle impulsion
Shakes me
Makes me lighter
Fearless on my breath
Teardrop on the fire
Fearless on my breath
domingo, 10 de abril de 2011
Aprendendo
Você vem e acha bonito
É gostoso,
Interessante.
Claro, é assim pra você.
Que só vive bonito,
Nunca viveu igual.
Do contrário,
Tem passado seus dias felizes
Aqui,
Sempre passou assim,
Lá.
Esse aqui é que se encontra
Do outro lado agora.
Vai aprendendo, e como já dito.
Aprender dói.
É gostoso,
Interessante.
Claro, é assim pra você.
Que só vive bonito,
Nunca viveu igual.
Do contrário,
Tem passado seus dias felizes
Aqui,
Sempre passou assim,
Lá.
Esse aqui é que se encontra
Do outro lado agora.
Vai aprendendo, e como já dito.
Aprender dói.
Eu Quero
Eu quero me aprender
Daí me aprendo.
Aprender, contudo
Passa a parecer
outro verbo,
_ _ _ _ _ _ R.
Acontece que este
Foi pra mim
Sempre sinônimo
De outro que
Nunca gostei,
_ _ _ _ _ R .
Daí me aprendo.
Aprender, contudo
Passa a parecer
outro verbo,
_ _ _ _ _ _ R.
Acontece que este
Foi pra mim
Sempre sinônimo
De outro que
Nunca gostei,
_ _ _ _ _ R .
domingo, 3 de abril de 2011
Desejo
Sabe quando fica de verdade
E percebe que já foi tomado?
Concorda que rola aquele medo
Do dia que algo pode mudar?
Ainda assim tudo que deseja
É que seja eterno.
E percebe que já foi tomado?
Concorda que rola aquele medo
Do dia que algo pode mudar?
Ainda assim tudo que deseja
É que seja eterno.
segunda-feira, 28 de março de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
Quero Dizer
Antes não existia.
Na verdade,
Nada existia antes.
Só você.
Aliás, existia sim!
Carinho,
Alegria e
Conforto.
Mas existia também a
Falta.
E a sede.
E a ânsia, que criava
Inquietude.
Silenciava esta com aqueloutras.
Enfim, um dia gritaram.
Me vi incapaz de continuar calando-as,
Então silenciei-me eu.
Hoje, devo dizer, estão calmas mais uma vez.
Gritam outras vozes.
E deixo-as falarem aqui.
Na verdade,
Nada existia antes.
Só você.
Aliás, existia sim!
Carinho,
Alegria e
Conforto.
Mas existia também a
Falta.
E a sede.
E a ânsia, que criava
Inquietude.
Silenciava esta com aqueloutras.
Enfim, um dia gritaram.
Me vi incapaz de continuar calando-as,
Então silenciei-me eu.
Hoje, devo dizer, estão calmas mais uma vez.
Gritam outras vozes.
E deixo-as falarem aqui.
domingo, 20 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Fernando - Motto
Autopsicografia
O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração
O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração
(Presença, n.36, Novembro de 1932)
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Falta
Sinto falta desse idioma
Que poucos podem entender.
Desse código,
Que se explica.
Que palavras,
Vocábulos,
ou Caracteres são
Desnecessários.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Rouxinol
Vontade até que dá de acorrentar e deixar aqui, bem pertinho,
Na palma da mão, protegido. Mas e aí, o que fazer depois?
Sempre tem aquele perigo do enjaular
E justamente por isso, perceber o desejo de ir.
Se for por resultado dessa condição,
Já sabe que dificilmente retorna. Foi e foi.
Apesar disso, há a lembrança do que é.
Um rouxinol não é bonito preso.
Não canta quando preso.
Não vive a não ser solto.
Feliz e vivo.
Melhor deixar solto, que cante onde quiser.
Que voe algures, sem a preocupação do passado.
Somente com a saudade do amor.
Pois assim se sabe, logo volta. Saudade chama.
Afinal, rouxinóis também são humanos,
Assim, também são sofredores deste mal.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Sem Tom
Aquilo que se quer esconder.
Que se acha dever.
Que se quer tentar.
Algumas
Bem não encaixam.
Demais escondem.
Em demasia mostram.
O que não pode disfarçam.
O que não deve mostram.
Daí, de dentro o medo grita e arranca passagem.
Acaba com a palhaçada do bom tom.
Que se acha dever.
Que se quer tentar.
Algumas
Bem não encaixam.
Demais escondem.
Em demasia mostram.
O que não pode disfarçam.
O que não deve mostram.
Daí, de dentro o medo grita e arranca passagem.
Acaba com a palhaçada do bom tom.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Leveza
Essa que não se lê da maneira normal
Escreve justamente assim,
com E, de
Exagerada,
Exacerbada,
Exibida,
Exposta
E
Esfregada na minha cara.
Mas o que é que eles têm?
Por quais mercados andaram
E adquiriram esse bem que não conheço?
Enquanto não chego lá, continuo com minha prática
Mais sublime. A do Pretender.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Analfabeto
Não sei escrever, e isso me mata.
Tira minha voz.
Falo às letras
E elas não respondem.
Sou mudo, inexistente.
Quero ter a voz, e quero. Só.
Não sei viver, nem andar.
Sou analfabeto e deficiente.
Sou assim, necessitado.
Perdido. Inacabado.
Ainda não acabado.
Desses.
Tira minha voz.
Falo às letras
E elas não respondem.
Sou mudo, inexistente.
Quero ter a voz, e quero. Só.
Não sei viver, nem andar.
Sou analfabeto e deficiente.
Sou assim, necessitado.
Perdido. Inacabado.
Ainda não acabado.
Desses.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Agente
A gente se engana, se perde.
Engana e perde.
Passa de a gente a agente.
Indivíduo. De uma célula só.
Vereda por caminhos mais atraentes.
Tenta guardar, como personagens de contos,
O caminho de volta.
No fundo sabe que pode voltar.
Mais fundo sabe que pode não.
A gente insiste, luta,
Se engana e se perde.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Soslaio
E fica-se ali, à espera
Na espreita.
No medo que de soslaio
Pandora apareça
e revele, em sua magnitude,
a Tristeza que de
Sua caixa não poderiam vir
Somente Paixões.
Na espreita.
No medo que de soslaio
Pandora apareça
e revele, em sua magnitude,
a Tristeza que de
Sua caixa não poderiam vir
Somente Paixões.
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